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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

escreva aqui




E eu tenho esse hábito insano de escrever. Não só aonde se deve escrever...em folhas em branco ou nos espaços específicos para tal. A coisa não é bem assim. Pra ser mais exata ela é desregrada.

Se há no que escrever e como escrever, eu dou um jeito. Não poupo papéis já destinados para algo, contas a pagar (e as já pagas também entram na cota), cantos de jornais, mesas (ok, eu apago depois) e livros.

Tá, não me julguem...eu escrevo em livros mesmo. Mas explico, escrevo nos meus livros e tudo com a sua devida pertinência. São anotações, comentários e até sugestões para o autor (tá, podem me julgar aqui). E me delicio com tudo isso, afinal tenho um outro hábito: reler meus livros. E assim por diante...

Então toda vez que pego aquela história de novo, ela me é mais interessante do que a primeira vez. Não só pelo fato da maioria das histórias relidas terem esse aspecto, mas os meus comentários feitos me dão uma dimensão diferente de tudo aquilo.

E se alguma vez eu lhe emprestar algum livro meu, não se acanhe em compartilhar pensamentos. E pode até comentar os meus comentários. Só não esqueça de uma coisa: pode me devolver o livro depois de tudo! ;)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

vem da rua

Se há uma coisa que admiro é o pessoal que sabe transformar o caos e o corre-corre em algo produtivo e bonito. Por isso tenho todo o apreço por artistas de rua: malabaristas de sinal, grafiteiros que ficam criando sua arte no meio do vai e vem de gente, músicos e cantores que se aconchegam nos cantos das calçadas e nos encantam plenamente.

Mas tenho me rendido especialmente à dedicação daqueles que trabalham na sincronia reversa dos grandes centros e das concentrações de pessoas: as estátuas vivas. Pintados de ouro ou prata e  imóveis no meio de tanta bagunça eles se destoam do meio em que estão.

Eu, que me encanto com o trabalho dessas pessoas, sempre dou um jeito de parar no meu caminho e apreciá-los. E os agrados que eles nos brindam, são mesmo de se parar pra pensar. Desta vez, em dois momentos, recebi essas mensagens.




"Você vem há tempos um objetivo perseguindo, mas muitas pedras aparecem no seu caminho. Não perca a calma, mas pode seguir sorrindo! Suas metas se realizarão se agir com muito amor e carinho".

"Hei (sic), cuidado em não querer demais. Pela sua enorme competência você está sempre buscando mais. Lembre-se, existem coisas imensamente mais importantes que o trabalho. Aproveite!"

SERÁ?!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

todo dia eu me atiro da janela do térreo

Sempre acreditei ter noção das coisas que me aconteciam. Até o dia que elas pararam de me acontecer.

O fato é que as situações, pessoas e momentos tomam a dimensão que damos a elas. Somos nós que as moldamos em nossos pensamentos, colocando-as em pedestais ou jogando-as ao descaso. Só assim para entender o fato de que elas ocupem posições diferentes em nossas vidas à medida que o tempo passa.

Foto: J. Jingle Jangle
Nada é substituível, mas também não é eternamente o dono de tal status. Se a gente muda, as nossas coisas mudam juntos. Ideias se reciclam, novos conceitos são admitidos e vontades surgem. E é nessa adequação que vamos nos organizando e nos encontrando aos poucos. Pode ser que eu vá me deparar com as minhas respostas no virar da página de um livro. Mas pode ser que eu precise escutar um CD inteiro, ou várias coletâneas para entender algo.

Essas situações vão se posicionando em patamares diferentes no nosso íntimo. Eu me vejo acostumada a viver sem pessoas que anos atrás descartaria a possibilidade de ter longe de mim. É normal, acontece... se bem que demoramos a perceber. Ou nem queremos. 

É uma delícia fazer drama. Poder se deliciar com as lágrimas, com a negação e com o fim do Mundo para acontecer no instante seguinte. Mas enfim.. nem todo o drama dura pra sempre. Tomar uns goles  de drama é renovador. Mas voltemos ao resto das sensações, e como são tantas. Tenho até dó de não podê-las aproveitá-las todas.

Homeopaticamente vamos aproveitando pessoas, momentos, sensações e vontades. Hoje pode ser bom, amanhã será melhor. Hoje pode ser o fim dos tempos, mas amanhã tudo corre como sempre...normal. Enquanto isso, satisfasso a minha ânsia de me atirar todo dia da janela do térreo.



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Setembro, seu taura querido!

A pergunta que mais me fiz nesse últimos 30 dias que passaram, foi: 'há quantos meses mesmo estamos em Agosto?'. Vou te contar, hein! Que longa temporada foi essa.

Nunca senti na pele, e na alma, a força de um mês como esse. Há os que ousaram chamá-lo de Agosto Nefasto, e deposito aí todo o meu apoio.

 Uma grande amiga, a Nani Albuquerque já tinha me atentado das nuves de Agosto. Por isso reqisitei essa frase que ela tinha twittado dia destes: 'Atravessamos Agostos que parecem eternos e, nos Setembros, suspiramos quase leves outra vez: Meu Deus, passou'. De pertinência absurda!

Setembro, vem cá me encher de alegrias, da companhia de pessoas boas e de tantas realizações!


Pra mim, Setembro é o novo Janeiro. E explico o motivo.... o que Janeiro me representa de renovação, festividades e energias, Setembro tem mesmo de semelhante. Claro, são coisas pessoais. Mas como não dar atenção a isso!?

Além de que, os ares gelados de Setembro me são históricos e memoráveis. A mim e a todos os gaúchos (ok, há os que não dão a devida importância, mas enfim...). Um mês de celebração pra quem tem o coração batendo igual a um rebenque e possui a alma presa na espora. É por essas datas que todo o sentimento gaudério toma uma forma definida e me encanta. É impressionante e é mágico!

Que venha Setembro...