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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

das coisas largadas

Aborte a missão de encontrar uma menina que se diverte brincando em um balanço e colhendo florzinhas no campo. Em mim há barril de cachaça, pumas famintos se degladiando em uma jaula e uma televisão com um comercial no-sense da MTV em looping.

Meu GPS marca as rotas mais insanas a se percorrer, o barco em que navego é o viking e as minhas louças estão todas embarradas. Não sei ser novela das seis, porque meu controle estragou e não consigo mais tirar o Casos de Família da minha programação. Me visto de noite e de mim quando me exigem dias de sol e convivência em sociedade. 

Já fui demais, mas senti as dores de vestir G em uma vida que é P. Por isso, para não fazer os outros se escandalizarem com os meus jeitos...resolvi ser sufoco. Travo minha ansiedade pra ser gotas de calmaria. Domo o vendaval até que ele se transforme em brisa. Como é duro querer ser leve. Como é cansativo brigar por paz.

Venho guardado minhas armas pra não machucar mais e largado dos exageros pra não te consumir com a minha loucura.

domingo, 18 de agosto de 2013

de tudo que sei de mim

Faz de mim o que eu nem sei como pedir para ser. Procura em mim as mais divertidas risadas para que elas te guiem ao mais puros dos meus sonhos. Não te importa se cruzar por alguns quadros feios ou remendos de um coração partido, é que, antes de agora eu já fui castigada. Releva meus olhos fechados e alguns risos contidos, pois já me foi tomado muito. 

Da mesma forma, lide sem pressa com essa vontade minha de querer ser jóia rara. É que, na verdade, já me confundiram demais com peças de menor valor.

Se for para ficar, pode aproveitar esse tempo pintando tuas cores nas paredes desbotadas da minha alma.

terça-feira, 9 de julho de 2013

dos caminhos a traçar

Estou intimamente ligada a um dilema tão saboroso: sabe quando aqueles nossos pedidos mais sinceros se tornam tão palpáveis? Então... como lidar com esse inesperado que acontece?

Digo inesperado pelo fato de estar acostumada a divagar pelos sonhos mais altas e tê-los ao meu dispôr não me é o mais costumeiro dos acontecimentos.

A gente pede tanto, que se perde em pedidos. Por vezes me vejo desejando que meus quereres sejam só quereres, por medo de não saber lidar com tanta realização. Por sorte, eu me vejo disposta a encarar a delícia que da realização me abraçando.

Vai lá, pode continuar, estou vivendo o lindo entusiasmo de ser feliz!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

dos bons ventos


Eu, que sempre andei em busca de quem me bagunçasse, deixei me encontrar por alguém que me consertasse. Sem mais querer correr por vielas em que me perdesse, preferi me deixar ser livre no calor de um abraço. E, assim, me deixei viver!

Jeito bom de me encontrar e de descobrir novas sensações que não estavam escritas só para mim. Abandonei anseios como quem encara um caminho já não é mais seu. Dessa forma, vagarosamente fui desenhando boas intenções e desbravando o desconhecido agarrada em meu mais sincero sorriso. Ahhh... e foi gravando meus desejos nas curvas do meu rosto é que conquistei estes dias melhores.

Como em um recado perfumado em cima do travesseiro, foi que imprimi a passagem de um sopro de leveza em mim. Sem querer atirar ansiedade no coração alheio, fechei os olhos e rasguei os últimos panos que me escondiam a alma. Confundi-me com a luz do sol e ceguei o mais claro dos olhos. Temperei quereres e cozinhei as palavras em fogo brando para não queimar as expectativas. Despejei vontades em taças servidas à dois assim que o carinho me pegou pela mão e me chamou para passear.