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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

das tantas tentativas de ser mais


Quem de nós sabe o que é? Quem acorda e já tem o seu dia programado? Ok, pior que eu conheço gente assim...que sabe os passos que vai dar, onde e quando. Poxa...desculpem-me, mas vocês são uns chatos. Todos vocês!

Graças às boas coisas desta vida, eu não sei muita coisa. E, por vezes, faço toda a questão de não saber nada. Busco as cochias, porque não nasci para os holofotes. Meus dias são de total inconstância, e aaaaaaahhhhh...como são bons, como são divertidos e como me fazem melhor. Não, eu não desisti de ser um encanto, não me escondo (bem ao contrário) me mostro como posso e como acho que sou. 

A sorte disso tudo é se jogar, viver e acreditar que podemos ser versões melhores de nós mesmos. Carrego o meu coração na mão e meus olhos abertos para poder me surpreender com tudo e ter a delícia de querer o ápice de tudo, já resolvi que quero me jogar em tudo e daí vou descobrindo as infinitas possibilidades de se divertir.

Se passei pelos caminhos mais incríveis e aguentei as pessoinhas mais desagradáveis, foi pelo fato de querer experimentar e entender que a vida é isso...um amontoado de coisas que a gente tem que encarar pra saber ser um tanto mais forte.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

dos sentires involuntários

e quando a alma treme?
é desespero ou coisa do coração?!
só não me seja inconstância, disso não quero mais.


venha logo ser brisa pra não me destruir
cansei já destes ventos todos que me tomam espaço
que me deixam sem insistir

não quero mais fechar os olhos e o coração pra não sentir
pode deixar tuas mãos me segurando no ar
deixando-me estar em você!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

da dor da gente


Tenho uma dor de concha extraviada.
Uma dor de pedaços que não voltam.
Eu sou muitas pessoas destroçadas.
Manoel de Barros

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sábado, 5 de outubro de 2013

das gentes que viramos

Eu não pude controlar meu peito e te fiz respirar no meus absurdos. Te corri pra longe como quem espanta as crianças que cercam a forma de bolo ainda quente. Não quis me ajustar, eu confesso. Culpa minha, toda minha...mas foi isso que te fez ser corrido. Não me entender é não me amar, é desistir de me querer. Das bagunças que sou feita, só cabia a ti me encarar. Mas não!

Foi mais fácil esperar até que eu não aguentasse mais e pedisse que, por favor, fôssemos ser lonjuras. Pintei minhas janelas de cores diferentes para me disfarçar, pedi que o carteiro não mais me visitasse para despistar-me e fui passando as mãos em todas as tomadas, quero tudo assim desligado. 

Sei bem dos começos e dos fins, é dos meios que eu tenho medo de lidar...essas rotinas que se formam e das gentes que viramos. 

Defendo meus estados porque é só de mim que sei. De ti e dos outros, só o que vejo no espelho. Acabei por estar assim, sentada em cadeiras que deixei que tu construíste pra mim, todas instáveis e frágeis...nenhuma aguenta. Iguais a ti, que nunca se deixou caber por mim. Nada que eu fizesse, ia te engrandecer. Preferi ser esse escândalo para apontar o que tu escondes.