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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sobrou pro Papai Noel

Que as temperaturas andam desgovernadas, isso todos já sabemos. São as chuvas que causam enchentes e devastam cidades. E o calor intenso provocando secas que empobrecem o campo e escasseiam os alimentos nas mesas das famílias.

É... o tempo anda mesmo louco. E a culpa é nossa.  2010 empatou com o ano mais quente registrado na história, o de 1850. Temperaturas que beiravam os 40º C em plena Primavera. Dias e mais dias de veranico enquanto o frio devia estar guiando a estação do Inverno. Manhã geladas, tardes de sol a pino e noites de temporais, tudo isso em um único dia. Estações bem definidas? Só no calendário.

Já ando com saudades de quando eu tinha minhas roupas de frio bem expostas no armário quando estávamos no Inverno, e as peças de Verão guardadas na gaveta esperando os primeiros dias de novembro chegarem. Agora já não sei mais o que é isso. Mesmo nos dias quentes, levo uma sombrinha dentro da bolsa e deixo um casaco de reserva no trabalho porque sei que quando voltar pra casa, à noite, vai estar uma friagem daquelas.

Neste dezembro marcado por instabilidades climáticas, sobrou até pro Papai Noel. Em Três de Maio, um dos símbolos do Natal precisou se proteger das pancadas de chuvas que andam surpreendendo todo mundo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

me diz sobre o que vai escrever, que te direi se leio

Tem vezes que acho que é assim mesmo que os leitores agem. E digo uma coisa pra quem tem esse hábito ao pegar um jornal, uma revista ou livro: QUE COISA MAIS FEIA!

Escrevendo para esses dois meios de impresso [revista e jornal], percebi algo que em pleno 2010 me assusta demais: o grande número de pessoas que não sabem ler um jornal [só pra dar de exemplo]. E não é nenhum analfabeto ou pessoa pouco letrada, enxergo isso em gente que ocupa cargos, em professores e ainda mais em gente que enche a boca pra dizer que é/fez algo de importante. 

Enfim.. vão tomar vergonha nessa cara, meu povo! Vamos lá se ater uns minutinhos numa leitura mais precisa, pegar o jornalzinho nas mãos e descer os olhinhos pelas linhas do texto. No pior das circunstâncias, tu vai ficar mais informado. Alooou! Isso é algo bom né?! Disso já satirizava Lewis Carroll, nas histórias de Alice:
"Dou-lhe de presente tudo o que já falei até agora", disse a Duquesa.
"Um tipo de presente bem barato!", pensou Alice.
Pois bem, é barato. Mas é de coração e de alma. Quem escreve é por prazer, por um objetivo maior de contar e interpretar algo. É tudo muito pensado, arquitetado e pesquisado. Nós jornalistas, os escritores e os blogueiros também, damos aos que nos leem o que temos de mais precioso: nossas ideiais, pensamentos e impressões. Pena que os cegos e surdos por opção não valorizem esse presente. Mas ainda há aqueles que nos motivem a seguir caprichando no texto. Graças que temos os olhos atentos dos leitores que são o nosso deleite!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Jornalismo e Literatura nas mesmas linhas



Há um ano atrás, no dia 09 de dezembro de 2009 eu estava com o coração aos pulos e com os pensamentos me dando rebencasso. O motivo: minha apresentação da Monografia.

Eu, que amo escrever, decidi terminar a minha faculdade de Jornalismo fazendo o que gosto: escrevendo muito, falando das minhas duas paixões [Jornalismo e Literatura] e dissecando o texto da minha expressão em textualidade jornalística e literária: Juremir Machado da Silva.

Não foi só um ano de estudo nas aulas e orientações, nem 4 anos da faculdade. Tive quase 7 anos de preparação. Desde que conheci o trabalho do Juremir e que soube meus dias seriam vividos fazendo jornalismo, que comecei a moldar o texto e os argumentos apresentados na minha banca. Minha monogfrafia 'Jornalismo e Literatura nas mesmas linhas: Os recursos literários utilizados pelo jornalista ao transmitir informação através da crônica', foi aprovada com nota  MÁXIMA [um lindo dez].

Depois de muitas madrugadas criativas, um quarto revestido de recortes das crônicas do Juremir, váárias livros de café, de suspiros confidenciados ao Profº Bebeto Badke, de quase querer escrever um biografia do Juremir [mas devidamente freado pela minha super orientadora Profª Sione Gomes], de deixar a Profª Sílvia Niederaurer louca ao usar músicas da Madonna como na monografia e UM ANO DEPOIS deixo aqui uns trechinhos das 74 páginas escritas:
Este trabalho tem como objetivo principal mapear e analisar os elementos jornalísticos e literários que fazem parte da construção de uma crônica. O corpusCorreio do Povo. Para tanto serão elencados os recursos literários utilizados na construção das crônicas e a contextualização teórica dos marcadores literários que apareceram no decorrer dos textos.  Para isso, o quadro metodológico está constituído por estudiosos da Análise do Discurso Francesa, que irão descrever as marcas [opinião e linguagem] que o autor deixa impresso no texto.
Essa arte de contar histórias que é o jornalismo tem muita identificação com a literatura, daí a finalidade deste estudo no sentido de descobrir e registrar esse caminho peculiar e fascinante que é a crônica. A importância desta pesquisa para a comunidade acadêmica está no estudo da contextualização do cotidiano por meio da análise do discurso da crônica jornalística e a definição dos elementos literários que estão estampados na construção escrita opinativa. A percepção de novos rumos do estudo da criação textual no jornalismo valida a temática apresentada aqui.
Para ilustrar este estudo, o papel da literatura na prática jornalística, será observado a partir da leitura, apontamento e análise das crônicas do jornalista Juremir Machado da Silva, do jornal Correio do Povo. A escolha de Juremir Machado da Silva deve-se ao fato da identificação textual da pesquisadora com este jornalista. Além do fato de acompanhar o trabalho de Juremir há mais de nove anos, seja como jornalista, escritor de livros e cronista, possui um acervo de suas obras literárias e jornalísticas. Em suas construções textuais, é ácido e imponente com as palavras, deixando claras suas opiniões. Como o próprio jornalista afirma: “é fundamental não decepcionar os adversários”. Munido de doses homeopáticas de ironia, ele escreve sobre os mais diferentes assuntos e desperta sentimentos opostos em seus leitores.

A busca pelos marcadores literários encontrados no texto jornalístico que é a crônica, teve a ação implícita de valorizar esse gênero tão rico de ensinamentos e de linguagem. A crônica nada mais é do que um texto bem construído que divide entre suas linhas um labirinto jornalístico-literário que o cronista constrói para o leitor se perder na multiplicidade de caminhos, e que ele mesmo (o autor) cruza várias vezes o mesmo caminho e se encontra com os seus leitores.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Em off

Redação, quase 11h.
Ligo pra Universidade e peço pra falar com a coordenadora do Curso tal.
Faço as devidas introduções e largo a pérola.

- Tu poderias me passar o contato do aluno que apresentou os dados da pesquisa?
- Ele não é aluno. É professor. [choquei]
- Ah, desculpa. Ele é tão novinho. [cara de abostada]

Aí fechei a boca pra não falar mais o que tinha achado do jovem mestre. Constrangimento aconteceu em alta potência. HaHaHaHaHa  
Vai ver o professor tem uns anos a mais que eu, como não achá-lo novo?!
#acontece