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terça-feira, 9 de julho de 2013

dos caminhos a traçar

Estou intimamente ligada a um dilema tão saboroso: sabe quando aqueles nossos pedidos mais sinceros se tornam tão palpáveis? Então... como lidar com esse inesperado que acontece?

Digo inesperado pelo fato de estar acostumada a divagar pelos sonhos mais altas e tê-los ao meu dispôr não me é o mais costumeiro dos acontecimentos.

A gente pede tanto, que se perde em pedidos. Por vezes me vejo desejando que meus quereres sejam só quereres, por medo de não saber lidar com tanta realização. Por sorte, eu me vejo disposta a encarar a delícia que da realização me abraçando.

Vai lá, pode continuar, estou vivendo o lindo entusiasmo de ser feliz!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

dos bons ventos


Eu, que sempre andei em busca de quem me bagunçasse, deixei me encontrar por alguém que me consertasse. Sem mais querer correr por vielas em que me perdesse, preferi me deixar ser livre no calor de um abraço. E, assim, me deixei viver!

Jeito bom de me encontrar e de descobrir novas sensações que não estavam escritas só para mim. Abandonei anseios como quem encara um caminho já não é mais seu. Dessa forma, vagarosamente fui desenhando boas intenções e desbravando o desconhecido agarrada em meu mais sincero sorriso. Ahhh... e foi gravando meus desejos nas curvas do meu rosto é que conquistei estes dias melhores.

Como em um recado perfumado em cima do travesseiro, foi que imprimi a passagem de um sopro de leveza em mim. Sem querer atirar ansiedade no coração alheio, fechei os olhos e rasguei os últimos panos que me escondiam a alma. Confundi-me com a luz do sol e ceguei o mais claro dos olhos. Temperei quereres e cozinhei as palavras em fogo brando para não queimar as expectativas. Despejei vontades em taças servidas à dois assim que o carinho me pegou pela mão e me chamou para passear.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

das mil vontades

Do nada
Se jogou no nada,
E de repente
Encontrou-se dentro de si.
— Marcos Filipe.   

quarta-feira, 29 de maio de 2013

das ânsias levadas ao longe

Vim me transfigurar em outros. Traficar mais palavras e quereres!
A Renuska transforma muito bem sentimentos em palavras ferozmente impressionantes. E como eu meu encaixo nestes dizeres. Se te cair bem, vai lá no A CALCULISTA.

Acho que um dia vou enlouquecer. Se é que já não enlouqueci.
Vou me enrolar em lembranças, em dias que já foram, vou mergulhar nesse emaranhado de sentimento, de "coisa-que-nunca-passou", de tudo, e vou pirar.
Vou ficar lá dentro, presa, perdida, louca.

Sempre que passo por um exemplo dessa sensação, me programo, automaticamente, pra que não seja a última e derradeira vez. Talvez tenha aprendido com o tempo. Uma espécie de treinamento de exército pra não morrer durante a guerra. A guerra que acontece aqui dentro.

Só que os tiros e as bombas daqui parecem sempre piores. Auto boicote. Sabotagem. Como se o eu "interno" odiasse quem o leva poraí, e estivesse fazendo de tudo pra destruí-lo. Como se não houvesse outra solução, senão o fim.

Acho que já tô enlouquecendo.
Se é que já não enlouqueci...