Páginas

Mostrando postagens com marcador comida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comida. Mostrar todas as postagens

sábado, 28 de maio de 2011

os prazeres das línguas


A mistura de cheiros e sabores da cozinha brasileira é variada e conhecida mundialmente. Os molhos que seduzem paladares também são parte desse espetáculo gastronômico onde a luxúria e a gula se despem do pecado para se tornarem soberanas sensações. Mesmo assim, a invasão das cozinhas internacionais implementou nosso cardápio com novas delícias e com uma grande leva de nomes exóticos de partos, alimentos e temperos que ampliaram também nosso conhecimento linguístico.
A cozinha francesa sempre foi referência de sofisticação e requinte. Influenciou a gastronomia brasileira, seja na formulação e nomenclatura das refeições, ou no terreno burocrático onde a denominação de restaurantes e de funções da área como gourmet, bistrô e buffet. Há os que digam que os pratos ganham status só por terem nomes franceses e, por isso, podem cobrar mais caro pelo produto.
O que dá à França esse plano de destaque no ramo culinário é a instituição dos almoços e jantares como momentos de grande contemplação graças à La Varenne, chef do ‘Rei Sol’ Luis XIV que glamourizou o ato de comer. Além de que a língua francesa seduz e soa muito bem ao ouvido. Seu som dá delicadeza às palavras, como se fosse música.

na cozinha dos outros

Comer também é cool! O que confirma isso é a grande sucesso que redes de faz-foods, como o Mc Donald's, fazem em todas as faixas etárias. O fascínio prático e gostoso que o expoente mais famoso da culinária norte-americana exerce é visível em todos os cantos do Brasil, mesmo nos lugares onde não há franquias de tais lojas. Os cheeseburges, nuggets, hot-dogs e milk shakes fazem parte dos dias dos que gostam de frituras e guloseimas, como também das pessoas apressadas encontram nos lanches rápidos uma maneira de se alimentar no meio da correria diária.
Na nossa Língua Portuguesa a grande maioria dos estrangeirismos é de origem inglesa (78%), seguido pelo francês (6%). Mas no âmbito culinário, o idioma de Napoleão domina com 40%, e o inglês fica atrás com 8% dessa pizza de tantos sabores. A invasão das línguas e cozinhas estrangeiras no cotidiano brasileiro é um desafio à globalização que acaba gerando a padronização do paladar. O que significa que a anexação de outros idiomas à nossa língua seja um meio de difundir a cultura dos outros países e de enriquecer o nosso conhecimento de Mundo.
Ainda que, essa agregação de sons e palavras também gera uma confusão em quem vai apreciar esses sofisticados e apetitosos sabores. Termos em inglês, espanhol, italiano, francês, e até o japonês (que estampam cada vez mais os cardápios), por vezes podem acabar com a fome dos não iniciados na linguagem gastronômica. Denominações que fogem do senso comum atrapalham os pedidos de quem se depara com um menu que parece ter vindo direto da cozinha da Torre de Babel. 

.

domingo, 24 de abril de 2011

desejos pascolinos



Fico encantada com esses eventos que unem as pessoas e movimentam nossas emoções. Aniversários são assim, o Natal é assim e a Páscoa é outro exemplo disso. 

Lembro de muita coisa boa relacionada à Páscoa e aos pensamentos que tinha sobre o coelhinho e seus chocolates. Tudo bem que nada é como antes, mas as coisas continuam vivas nas lembranças. Minha família sempre caprichou nesse sentido de elevar nossa imaginação nessas situações importantes.

Deixo aqui uma Feliz Páscoa para todos que acreditam [ou não] no significado especial que ela tem, que é de compartilhar, amar e se envolver em algo bom. E como a distância está sempre de olho em mim, a minha Páscoa feliz ficou para ser comemorada no final da semana que vem, quando meus pais vão estar aqui junto de mim. Por hora, fico comendo minha barra de chocolate sozinha. Esperando que o coelhinho traga o meu negrinho e a minha branquinha.
 

sábado, 26 de março de 2011

estouros e fumaça


Os publicitários do Guaraná Antarctica que me desculpem.
Mas o meu programa legal é pipoca com café. Só comigo.
Sem mais!


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

pula pipoca

Uma coisa deliciosa: PIPOCA.
Uma coisa que era para ser deliciosa: PIPOCA DE MICRO-ONDAS.

Pois bem, os milhos estourados são o meu êxtase alimentício. Como sempre. E não enjoo. Visto que eu tenho facilidade em desgostar de certas comidas por me alimentar só delas por um certo tempo, creio que só as pipocas tem me acompanhando nessas minhas variações de dieta.

Já teve um tempo que eu só conhecia a pipoca com o milho embalado no saquinho, que tirintava ao ser jogada na panela e se misturava ao óleo de cozinha. Depois vinha todo aquele ritual: tampar a panela, mexê-la um pouco fora do fogo, dar umas batidinhas com a colher e esperar. Esperar o poc... poc.. poc dos grãos se chocando contra as 'paredes' da panela. E, bingo, a tampa ganhando vida e se 'levantando' por causa da quantidade de pipocas que parecem teimar em sair da panela. Mesmo que não saísse grandes coisas, já valia a pena pela emoção.

Mas eu sempre desejava aquelas loucuras em formato de pipoca prensadas em saquinhos que explodiam em tamanho e perfume ao serem retiradas do micro-ondas. Primeiro, pela diversidade de sabores: queijo, manteiga, alho, chocolate, bacon, azeite, toque de chef... Segundo, pela praticidade e quase nada de sujeira. Mãããs, quebrei a cara [e a vontade] quando o cheiro bom [seja de um dos sabores listados aí] não correspondia ao gosto. A pipoca tinha cheiro de chocolate, e não gosto de chocolate.

Oh desgosto. E eu tentei, juro que tentei. Variei marcas, procurei novos sabores, até incrementei as pipocas... mas nada! Logo eu que detenho uma adoração por pipocas dei conta disso [e olha que por um booom tempo da minha vida adotei a dieta da tia Madonna e só almoçava e jantava pipoca. deve ser por isso que ela anda meio flácida hoje em dia. ou pode ser pq ela tem + de 50 anos tbm. Enfim...]. Mas mesmo assim, ainda não desisto. Hei de encontrar uma pipoca de micro-ondas para me fartar nos dias bons e ruins. E poupar de ficar lavando panelas e parar de investir no óleo e no sal.