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segunda-feira, 21 de março de 2011

pétalas à distância

evito as flores, pois ainda mal sei cuidar de mim.

elas são como filhos radiantes e coloridos com os quais não sei lidar.

prefiro que fiquem em seus jardins, nas suas árvores e nas casas alheias.

são os pequenos bebês, rechonchudos e rosados, coisas lindas de se olhar... mas são amáveis assim por não sermos nós a cuidá-los.

quinta-feira, 17 de março de 2011

para mais gente


'Em nosso país, uma rançosa tradição beletrista reza que textos sobre o mundo das artes devem ser pomposos, pedantes, retorcidos - numa palavra: ininteligíveis (se fossem duas, a segunda seria 'cafonas'). Escrever difícil é fácil. Escrever bem pode ser um inferno' - The Economist
Trechos traficados da Revista BRAVO!. Janeiro de 2011, ano 13, nº 161

A questão ultrapassa a velha discussão de 'populazirar a cultura', só pelo fato da cultura já ser em sua natureza, popular. Um meio onde todos constroem, para todos absorverem e se aproveitarem dela. Punto y basta!

Custando caro ou barato, sendo para poucos ou para a maioria... não importa é cultura e está aí para ser [perdoe-me o trocadilho] ser cultuada. Não existem várias culturas, ou divisões dela... mas sim formas de nos expressarmos perante dela. E não há uma cultura diferente, e sim desconhecida. Pronta para nos inserirmos nela.

O que abala tudo isso, é sempre ter quem se aproveite do conhecimento, da cultura e da informação para se beneficiar com isso  e, desta forma, cercear outros tantos. Isto há de mudar, assim que insistirmos em não nos rotular.
 

domingo, 13 de março de 2011

não se escreve só em livros

'Certos textos são tão bons de ler que, certamente, foram um inferno de escrevê-los'.  

Acredito mesmo nisso, sei como é essa coisa de escrever. Como nos emocionamos com as nossas palavras e como outras tantas pessoas são tocadas por elas. Pelo lado bom e pelo não tão bom.

Ser atingido por letras e palavras é não estar imune, é ter as defesas quebradas e o inconsciente em pleno funcionamento. 


A dor e a alegria que certos textos nos trazem, são a tatuagem dos pensamentos de quem o escreveu... as ideias implantadas em páginas, vozes ou telas são as facas que rasgam as almas destes.

Afinal, como diz Gabriel Garcia Márquez: 'Nunca fiz nada diferente de escrever'. Acreditem, muitos escritores, jornalistas, cronistas e poetas só sabem fazer isso... e como fazem bem!


quinta-feira, 10 de março de 2011

um questão de afinação


Tenho quatro relógios na minha casa.
 
Dois deles marcam a hora atual.

Na outra metade, o tempo parou.

Em qual deles eu confio?