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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

dos caminhantes



    Torço pelas pessoas que querem vencer. E mais ainda para que, em seu caminho, elas não só olhem para frente, mas também para os lados, só para admirar as lindas paisagens que esse mundo tem a oferecer.
                        [Bruno Astuto]

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ninguém morre só de tentar

Daquelas coisas que quero tanto dizer, mas os outros já fizeram brilhantemente por mim.
Texto da Renuska Celidonio, publicado no A CALCULISTA,  que dá vontade de tatuar na alma.


Tinha conseguido um gole do copo que cobiçou por tanto tempo.
E sentiu o gosto da possibilidade, mas sem matar a vontade de ter tudo pra si.

Custava a dormir, sempre tentando entender o que a mente parecia querer lhe explicar. Não era simples, e armadilhas tolas a pegaram no caminho.

Quando acordava, queria marcar um dia a menos no calendário, mas talvez pudesse ser um dia a mais.

Um dia a mais tentando superar, um dia a mais tentando mudar, um dia mais simplesmente tentando.

Ninguém morre só de tentar.



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

de seguir em frente

"Como lidar com quem não sabe lidar com a gente?", eis o maior questionamento dos meus dias. Eu, que me criei entre os de coração bom e de pensamentos generosos, ainda me sinto envolta de receio ao tratar com as pessoas que parecem nem querer estar na mesma sintonia em que me encontro.

É duro querer ser toda afeto, quando o desdém é a vestimenta dos estranhos. 

Estranhos! Esta palavra sim que me parece estranha, pois...para mim, nunca fui estranha à ninguém e nem deixei as pessoas se tornarem isso para mim. Nunca fui de extrema meiguice, mas jamais deixei de andar abraçada com o carinho e o bem-querer. Sou coração antes de tudo.

Já deixei futuros promissores e promessas de constância, simplesmente por não querer andar com o coração apertado. Prefiro saber que o que me acelera é o olhar dos que  amam, do que a certeza das palavras do interesse.

Por querer dias de abraços e formas diversas de afeto, que eu insisto em ser esse tanto de leveza. Se provocar sorrisos e desbravar sentimentos é isso, que seja então. Por certo, este é o meu jeito de encarar as tempestades e de fazer menos efêmeras as delícias que me são compartilhadas.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

batismos de fogo

[trecho do delicioso texto 'Eu sinto muito, mas eu não sinto nada', da Clara Averbuck] 


Tive uns anos do cão. Só a gente sabe dos danos que essa vida nos causa. E eu, olha, eu fiquei totalmente danificada. Algumas pessoas deixam um rastro tão nefasto na vida de outras que não consigo ver de outra forma senão essa: um dano. Um rasgo. Um aleijão. 

E não, não passa. Nada passa. Tudo que nos acontece fica marcado de uma forma ou de outra em algum lugar. A gente pode até achar que passa, pode achar isso nos momentos bons, mas aquilo fica lá, entranhado em você. Trauma pode se manifestar em forma de raiva, de desprezo, pode virar uma repetição de padrão destrutiva, pode te deixar pra sempre com medo, pode te fazer ficar por demais destemido. 

O que consigo ver que aconteceu comigo é o seguinte: eu sequei. Me sinto toda esfarelada. Danificada. Rachada como um terreno arenoso onde é necessário um instinto filho da puta pra poder sobreviver. Até nasce uma coisinha ou outra ali, mas qualquer coisa mais delicada murcha e morre rapidinho. É assim que eu ando me sentindo. Calcificada por dentro. 


[leia o texto completo aqui]