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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

essa coisa chamada força


Valentes são aqueles que tomam decisões com medo. 
Que são atormentados pelo demônio a cada passo do caminho, que se angustiam com tudo que fazem, perguntando se estão certos ou errados. E, mesmo assim, agem. 
Agem porque também acreditam em milagres
 [trecho do livro 'Brida']





terça-feira, 25 de outubro de 2011

Posso pedir muito?

Uma dose bem forte de desapego, por favor! E já garanta mais umas rodadas, seu garçom. Por minha conta...

Ando com toda a vontade de fixar esse pedido à minha lista de coisas pra fazer. Ah...e como essa lista anda acumulada. Um tanto disso, mais um outro tanto daquilo e eu já nem sei mais o que querer.

Tentar ser mais desgarrada é o que tenho investindo esse tempo todo. Mas não há jeito, não consigo nem pra contar história. Essa lorota toda de dominar situações é mesmo para dizer pros outros. No silêncio do travesseiro o que eu mais sei é recordar.

Quero mais de tudo, das pessoas, dos sentimentos e até das negações. Como negar? Impossível é mesmo acreditar que se desvencilhar de desejos não é como trancafiar uma porta e rumar para o próximo destino.

Vale dizer que não sei o que fazer? Posso mesmo?!

Ah, que seja. E que venha! Eu aceito, remendo, exploro e se nada for como pensei...ao menos vai me surgir uma nova possibilidade. Melhor do que tudo.

Ao menos é ao que me apego.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Maria da Penha, olhai pelas outras Marias



Flores despedaçadas em um constante jogo de bem-me-quer e mal-me-quer. Pétalas que perdem a cor e o perfume a cada manuseio incorreto. 

Assim funciona a violência, tanto em uma flor quanto em uma mulher, deixando marcas visíveis e sem reparos. 

Só que na mulher, a cicatriz maior fica escondida na alma e está cravada no coração. Assim, poucos são os que a percebem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dar-se ao desfrute do nada

Sempre fui daquelas que gosta de fazer as coisas sozinha, típico de uma Aquariana com ascendente em Leão (bem... isso é o que eu acho). Pois bem... são esses momentos que me fazem valer a semana e por vezes o dia. Eis o meu jeito de energizar e de recarregar minhas baterias.

Amo gente, fico num regozijo só de estar no meio de gente... poder conversar, perguntar, saber e contar histórias. Vivo de efervescências! 

Mas aprendi que momentos a sós também são gloriosos. Ah, se são. Pode se dar ao desfrute do nada é aquele suspiro profundo no meio de uma vida corrida. É a organização que surge quando a bagunça parece estar tomando conta. E eu preciso disso. Preciso porque me instituí isso. Foi o jeito de me policiar para não me jogar de cabeça no caos que pode ser as nossas vidas.

Há os que liberam seu stress e alimentam suas alegrias em algum esporte, outros se dedicam a cuidar de outras pessoas e de animais também. Eu preferi cuidar um pouco de mim. Ouvir um pouco do que tenho a falar, dar atenção pros meus pensamentos e escrever a minha história. Ou seja, fazer pra mim o que passo fazendo para os outros. E nesse meio tempo me jogo no sofá pra ler um livro ou ver um filme.

E como canta Vanessa da Mata: “poder, numa tarde vazia, ter um siricotico...uma aventura”!