domingo, 12 de fevereiro de 2017

dos motivos de ser assim


É sempre assim, eu trago para cá todos estes sentimentos que o meu coração na suporta e que a minha mente não entende. Depois disso fica mais fácil processar o que se passa em mim? Não! Não fica. Se ficassem, eu não teria mais sobre o que escrever porque estaria tudo resolvido...mas esta não sou eu. Eu sou um amontoado de casos em aberto, perguntas sem resposta e problemas a resolver. Vou acumulando estas sensações a fim de me certificar que há algo mesmo ali.

Não sei esquecer. Mas fugir é uma ação que domino. Pulo de um despenhadeiro emocional para outro com uma destreza que é de se admirar. Faço isso porque sei que, quando eu estiver para cair, há sempre uma fuga pra mim. ‘Não se acostumar’, é o que meu ego, meu coração e minha alma andam a gritar sempre. Posso até não ter paz, mas sei que faço o que quero e não o que pensam ou planejam por mim.

De mim, sei que sou aquela bagunça que ninguém se propôs a arrumar. Os que vieram porta à dentro na confusão, saíram tontos e sem olhar para trás. Sem paciência, sem vontade e – o clássico dos clássicos – sem interesse. Não, obrigada! Prefiro ser a certeza que estou só do que a ilusão de que há alguém te estendendo a mão. 

Venho aqui para colocar pra fora o que não coube em mim, o que eu não consigo ver no espelho e o que não há como explicar para o outro. E, quem sabe, me fazer entender por ti. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

pra quando tudo acabar


Mesmo quando as coisas coisas não dependem mais do nosso agir e tudo vai nos afogando em apertos da alma, tento não abraçar o desespero. De olhos fechados eu fujo para não ter medo de ir, medo de sair por aí, medo de (na maior das sortes) encontrar uma paz que faça parte de mim. 

Com quem você fala quando as coisas vão mal? Quem é que sabe te salvar do mundo? Pra onde vão te arrastar quando não houver mais paz em ti? 

É por isso que me controlo e deixo passar o desespero (mesmo que colado em mim). Me finjo de louca, de boba, de triste...finjo sempre porque não sei responder estas perguntas. Não sei o que fazer quando a vida desabar na minha frente. Dissimular o presente já virou rotina, é a minha droga para fugir de tudo. Para não encarar a dor do outro e maquiar a minha.

Eu só não entro em desespero porque sei que, quando me vestir dele, não tem volta.