domingo, 29 de janeiro de 2012

de frente para os vinte e cinco


Por esses dias, pedi para que confiscassem a minha carteira de identidade ou então que fizessem a revisão a minha certidão de nascimento. O motivo: hoje os 25 anos estão impressos na minha alma, talvez na minha cara também... mas ainda não entendi como está procedendo na minha mente.

A moçoila aqui sempre acreditou que com o passar dos anos as pessoas crescem, ficam adultas e digamos...mais sérias. Até que, como quem descarta as folhas de um calendário, eu fui me despindo de certos conceitos. Eu já não sei mais esconder que sou criança e descobri que as pessoas não crescem, elas evoluem.

Bem, é nisso que tento me fortalecer. Sou brincalhona, boba para algumas coisas e não aprendi a guardar emoções. Que bom que ao mesmo tempo também me fui colhendo certos ensinamentos ao longo do caminho: sei bem que as minhas verdades não imperam, gosto de acreditar nas pessoas e, sempre que posso, me agarro no pensamento de que tudo nesta vida se encaixa e se organiza.

Coisas boas hão de acontecer para todos nós, sempre!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

já podem revisar a minha certidão de nascimento

 
Aprender a ser adulto é instigante. Isso digo eu, prestes a marcar mais um ano de vida ao meu calendário. Ainda por este mês começo a operar no sistema 2.5 e esse fato tem me revolteado as ideias. 

As dúvidas que já me estavam bem esclarecidas parecem que acharam uma forma de vigorar nos pensamentos. As forças já estabelecidas, andam se curvando para questões bem duvidosas.



Lí em algum lugar que aos vinte e cinco anos a pessoa já não é mais 'jovem' (seria esse o termo exato? acho que não.. mas enfim.) Que depois desta idade somos reconhecimente adultos (ênfase para essa 'distinção'). 

Mas eis que me pergunto.. o que significa isso? Por acaso agora não tenho mais chances de errar, de fazer brincadeirinhas e descontrações? Será que tenho que deixar de lado as músicas não tão sérias que me dou o prazer de escutar? Deverei dizer que aos sábados pela manhã eu assisto a documentários, e esconder que me delicio vendo desenhos animados? Ou será que tenho que esquecer, lá na última gaveta do armário, as bermudas curtas, os vestidos esvoaçantes e as blusas de um colorido berrante? Quero não!

Digo tudo isso pelo fato de pensar que era assim que uma pessoa de 25 anos deveria agir. Aos meus 15 anos, era essa a minha ideia. Se bem que nem mencionei  que, na minha cabecinha,  tal idade implacaria em estar no auge da carreira, quase uma mulher de negócios bem estabilizada. E, claro, já casada. Se for assim, revisem a minha certidão de nascimento! Nada confere, meus amores.

Ah, amores! Isso eu comento pra vocês logo que o Cara lá de cima entender que eu já sou grandinha o suficiente para cuidar de mim e poder repartir meus quereres com outro alguém. Por ora, é o que temos para hoje.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Não agora, ok?



Deve ser coisa de quem ainda vai mudar de idade esse mês, mas... sei lá, ando tão desconfortável com tudo. Com as pessoas, os afazeres e até com o que me fazia tão bem. Ora, ora...isso de indecisão nunca foi comigo!

O que se fazer quando o desajuste toma as rédeas da consciência? Eu bem sei que não me enquadro nos padrões alinhados que muita gente prega e exige. E que, também, estou bem adequada a muitas questões. Pra que isso agora, hein?! Ando tendo ‘medo’ de gente e das coisas que tenho pra fazer. A questão é que não posso me dar ao luxo dessas coisas. Não agora, okay?

Sabe aquela sensação constante de que se vai fazer algo errado? Pois bem, é nessa função toda que estou enrolada. Não, não tenho nenhuma explicação pra isso. Coisas boas continuam me acontecendo, mas ainda não me caiu a ficha. É uma insegurança nada boa que vem carimbando meus pensamentos e freando minhas ações. Acredito que no momento que eu me sentir mais à vontade essa sensação desapareça. Só que o passar dos meses não vem contribuindo muito. Anos atrás eu pensava que as dores eram um trampolim para novas perspectivas. Já não creio nisso tanto assim.

Tenho pedido muito por segurança, paz e criatividade. Confio nos meus pedidos para me guarnecer de força para encarar essas novidades que a vida tem me apresentado. Quero um tanto de perspicácia também, mas estou esperando um momento menos turbulento para gravar esse pedido nas minhas orações. Sinto como se me faltasse tanta coisa e tanta gente, e que esse espaço vazio estivesse preenchido por coisas que não são minhas. De fato, eu tenho me desapontado e não gosto nada disso. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

o pensamento é bem esse



Se Deus me abençoa
Chego de a cavalo levantando poeira
Eu sou da fronteira
E tenho a alma inteira neste chamamé
Por um bem querer
Encurto distâncias, não importa as léguas
Que a sorte renega
Quem não mete "os peito" e faz acontecer.

[Graças a Deus - César Oliveira e Rogério Melo]