sexta-feira, 21 de novembro de 2014

de saber ir embora

Foi quando eu bati a porta de casa, depois daquela tarde de cacos no chão e de uma quase olimpíada de dedos na cara, que meu coração começou a entender que eu sou bem melhor que toda aquela arrogância tua que me soterrava.

Eu fiz de tudo pra mostrar o meu amor, desenhei corações nas paredes, te recebia com o calor de mil abraços e deixava a nossa música pra tocar sempre quando a luz do sol adentrava o quarto. Eu, sempre surda com as batidas aceleradas do meu coração, fiquei descompensada. A paz estava em te ter por perto, mesmo que mudo ao meu lado. Destrambelhada, não notava os silêncios e as fugas das conversas que eram ditadas pelo tom da minha voz e pelo teu eterno alheamento.

Acostumei a te esperar vestida dos mais lindos sorrisos, mesmo que já estivessem molhados das tantas lágrimas que temperavam nossos beijos. Já te via cansado dos meus jantares reaquecidos pelas tuas demoras e incomodado com a cama desfeita pelos meus revirares nervosos que ansiavam pela tua chegada. As nossas madrugadas estavam sendo de boa noite e bom dia, sem os deliciosos meios que nos agitavam o corpo.

Foi assim, de vazio em vazio, que me dei conta do que eu maquiava com aquela minha antiga sina de te querer demais: você se foi e não quis me levar junto. Precisei mais do que palavras negativas e toques de delicadeza pra saber que já tinha acabada. Eu necessitava mesmo eram de doses de cansaços, overdoses de rejeições e daquele sem fins de ‘não te amo mais’ para me tocar que não adiantava tentar me debruçar sobre o que restou da gente.

Me fui antes de enlouquecer e agora posso respirar tranquila, já levei pra longe tudo que tinha comigo. Desapeguei deste desejo que já me fez tão mal, não te procuro mais nos lençóis e já não há mais saudade. Hoje eu só quero que você saiba que não consigo mais viver com você, Acredite! Agora, me desespero só de imaginar que um dia eu te amei.




terça-feira, 18 de novembro de 2014

dos sentimentos que sufoquei


Meu coração percebeu uma coisa hoje: eu já aprendi a esquecer. Ou algo parecido com isso! De pessoas a situações, sentimentos e gostos... aonde tinha espaço para todos, agora há um imenso vazio. Não me lembro quando tempo faz.

E, de tanto deixar muita coisa pra trás, tenho dado festas em salões cada vez menores, diminuído a agenda de contatos no celular, eu tenho estado muito em casa ultimamente e quase não tenho olhado pra trás. Mas, também tenho enxugado menos lágrimas, conto mais estrelas e já desisto das frases feitas.

Parei de contrabandear emoções, isso é fato, mas meu sistema de qualidade evoluiu muito. Isso desatar nós que união pontas soltas e desalinhadas me fez criar asas no coração e entender que da vida da gente é a gente que sabe. Agora é assim: tenho meu próprio mapa, desligo o GPS e apenas traço caminhos em que eu possa saber voltar em caso de risco. Virou lei!

Viver feliz é, às vezes, viver só. Entender o que se sente, dar-se chances para fazer vontades e sentir tudo em intensidades supremas é um grau de libertação que não é toda a gente que consegue dar conta. Pra enfrentar a gente mesmo, tem que trancar todas as portas, forrar as paredes de espelhos, cadenciar as batidas do coração e esquecer de muito que já se viveu. 


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

de jogar o coração pra longe

Oi, não foge não! Ao menos, dessa vez, fica um pouco aqui comigo.

Vim te perguntar já posso voltar... porque já cansei de ser blasé e me manter à distância (é sério, nem é mais por orgulho ou por questão de charme não posso mais fazer essa cena). 

Eu vim com meu coração na mão te mostrar como já não sou mais inteira. Pega! Só um pouco! Só pra sentir um tantinho como pesa a distância e os nãos que eu guardei aí dentro.


Sou sensorial demais, eu sei...por isso te trouxe várias coisas que eram minhas mas que já não me respondem. Além deste coração que bate sem eu cadenciar e teima em seguir só o teu ritmo, tem outras tantas que você pode bem aceitar e jogar por aí se quiser. 

Estas mãos aqui já nem sentem mais outras peles e outras formas porque ficaram a te procurar depois que me deixou. Meus abraços andam sem graça porque se negaram a dar carinho e aconchego se o receptáculo não for o teu corpo. Meus ouvidos parecem que se aliaram aos teus lábios e decretaram greve às palavras alheias.

Ando assim desajeitada, desculpe. Não é por querer, mas sim por querer a ti e como já disse...depois que tu fugiu, levou um tanto de mim junto. E eu só vim aqui pedir para voltar porque me quero de volta.

Okay!?