sábado, 25 de dezembro de 2010

O que faz o meu Natal Feliz

Resolvi fazer um mash-up dos acontecimentos que só me surgem nesta data fantástica em que o Mundo inteiro se movimenta e se une em torno de uma energia muito boa, que é o Natal.

Bueno, segurem seus panetones e vamos nos jogar nesse meu remeber.

Bons Natais a todos vocês que fazem a minha alegria visitando o Blog e lendo meus textos.
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Natal é...
- Ter que criar uma pasta especial no teu e-mail pra depois ler com calma e tempo o caminhão de mensagens e powerpoints natalinos.
- Reforçar a fé e testar a paciência esperando 1h e meia numa fila para a confissão. E ainda deixar o povo inquieto por ficar de papo com o padre.
- Ir na Missa do Galo 30 minutos adiantado só pra não ter que ficar de pé. E ouvir da sua mãe que seu vestido não está apropriado para uma Igreja. [wtf]
- Juntar a família, ou parte dela. Sendo que a presença in loco por vezes se torna um mero detalhe e o telefone se transforma na única forma de contato.
- Desligar as luzinhas da Árvore de Natal porque a tomada se torna mais útil para ligar o ventilador.
- Comer um pão com frutas secas e achar uma delícia. Mesmo não gostando de frutas secas.
- Saber que chegou a meia noite por causa dos fogos de artifício que pirilampam em toda a cidade. E ficar na sacada apreciando o show de luzes.
- Refazer a maquiagem e caprichar no perfume pra ir no Baile de Natal.
- Desejar taaaanto Feliz Natal para as pessoas que encontra no Baile, que lá pelas tantas você larga ‘Feliz Páscoa’, ‘Feliz Aniversário’ e outras felicitações fora de época.
- Achar que o Baile era a Fantasia e que as únicas pessoas que não sabiam disso era você e seus amigos. Vou te contar, até cosplay da banda Green Day eu encontrei nessa última festa. Sem contar o povo que vai ‘fantasiado’ de china de cabaré, de ‘sai da academia e fui pro baile’ e de ‘esse vestido é menor que eu, mas uso mesmo assim’. #deusolivre
- Ouvir todo a festa cantando junto quando toca 'Amigo Punk' e 'Peleia' #bomdemais
- Rever gente que há moooooito tempo tava ‘desaparecida’ e ficar perguntando por onde anda o resto do povo.
- Dançar com pessoas desconhecidas. Sempre aproveitando a ginga pra queimar as calorias obtidas na ceia.
- Encontrar uma cadeira vazia pra sentar porque os pés tão doeeeeendo e a sandália ta te matando.
- Do alto do terraço do Clube Casino, ver o sol alegretense nascer.
- Ouvir sua vida toda contarem fatos sobre as homéricas brigas de fim de festa na frente do Casino. E, só aos 23 anos, presenciar uma. Sendo que um dos envolvidos é um ex-colega de ensino médio e desafeto da adolescência que ficou lavado de sangue ao ser cortado com uma garrafa quebrada. Prestar ajuda ao guri e se sujar de sangue escutando ele te pedir desculpas pelas coisas que ele aprontou contigo. “Tu era guria, eu era guri... me desculpa por aquilo”. #choquei
- Ir pra casa de carona. Com o pai. Com o pai da amiga. Com o primo. Com o namorado da amiga. Com o irmão da amiga. Com algum desconhecido. Com alguém que você conheceu na noite mesmo. Com o tio do táxi. Ou então, a pé mesmo...segurando as sandálias na mão e com a prima te carregando.
- Chegar no seu lar e atacar a geladeira. Tendo a torta-fria como motivo de toda a sua alegria.

domingo, 19 de dezembro de 2010

um ponto pra quem não tem ponteiros


É na verdade um modus operandi do autor… fazer tudo em cima da hora.
Só assim poderá alimentar a ideia de que é capaz de fazer muito melhor se tiver mais tempo…

Entresolo, Alberto Lóio



E na correria do dia-a-dia, o que sobra da gente é o tanto que escrevemos. O apego fica na ideia de que posso fazer mais, indo mais longe. 

Uma forma cheia de prosa pra explicar o jeitinho brasileiro. ;] 

Muito aplicável para quem o tempo parece ter chegado de surpresa para os desatentos. E que, no meio de assuntos de trabalho, contas a pagar e nós a desamarrar, paramos pra pensar como melhorar as nossas vidas e de quem amamos. 

Haja tempo, energia e criatividade. 
Um tanto de tudo isso pra gente, sempre!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

um, dois, três... sonhando!

Sonhos são uma coisa engraçada. Ou não, quando se tratam de pesadelos. Eu tenho um tanto dos dois a cada noite. E como tenho!

Sonho alto. Quer dizer, além de sonhar alto acordada, sonho em voz alta quando durmo. Isso porque me disseram! Só acordei com a minha voz nas vezes que eu gritava, mas isso era culpa de algum pesadelo.

Enfim, voltando pro sonho falado, isso ainda é um mistério pra mim. Mesmo depois de 23 anos narrando o que estou a sonhar, quando ainda tou dormindo. Bem, o fato é que os sonhos que ‘falamos’ não é lembrado. Explico melhor: Se alguém que me ouviu dizer ‘carro’, ‘cuidado’ e ‘socorro’ durante a minha dormida e vier me perguntar sobre o que eu estava sonhando que falava de um acidente ou algo do tipo com essas palavras, eu não lembro de nada. Como se os sonhos que falamos saíssem pra fora da nossa mente, e não tivessem na nossa memória ao acordar.

Não sei se isso acontece desta forma com outras pessoas. A minha teoria pessoal, e de quem me conhece bem, é que: eu falo taaanto durante o dia, que nem a noite na hora de dormir e relaxar a mente eu não descanso. Tagarelice galopante! Ah, e não é porque eu falo dormindo que eu falo o que não devo, nem adianta puxar papo comigo durante o meu sono que eu serei bem anti-social e não te incluirei na conversa.

Por essas e outras que sempre quando vou dormir na casa de alguém, ou alguém vem dormir aqui em casa, já deixo mais que avisado: se ouvir alguma voz durante a noite, não precisa se assustar. Sou eu de tititi com Morfeu, o Deus dos Sonhos.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

sobrou pro Papai Noel

Que as temperaturas andam desgovernadas, isso todos já sabemos. São as chuvas que causam enchentes e devastam cidades. E o calor intenso provocando secas que empobrecem o campo e escasseiam os alimentos nas mesas das famílias.

É... o tempo anda mesmo louco. E a culpa é nossa.  2010 empatou com o ano mais quente registrado na história, o de 1850. Temperaturas que beiravam os 40º C em plena Primavera. Dias e mais dias de veranico enquanto o frio devia estar guiando a estação do Inverno. Manhã geladas, tardes de sol a pino e noites de temporais, tudo isso em um único dia. Estações bem definidas? Só no calendário.

Já ando com saudades de quando eu tinha minhas roupas de frio bem expostas no armário quando estávamos no Inverno, e as peças de Verão guardadas na gaveta esperando os primeiros dias de novembro chegarem. Agora já não sei mais o que é isso. Mesmo nos dias quentes, levo uma sombrinha dentro da bolsa e deixo um casaco de reserva no trabalho porque sei que quando voltar pra casa, à noite, vai estar uma friagem daquelas.

Neste dezembro marcado por instabilidades climáticas, sobrou até pro Papai Noel. Em Três de Maio, um dos símbolos do Natal precisou se proteger das pancadas de chuvas que andam surpreendendo todo mundo.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

me diz sobre o que vai escrever, que te direi se leio

Tem vezes que acho que é assim mesmo que os leitores agem. E digo uma coisa pra quem tem esse hábito ao pegar um jornal, uma revista ou livro: QUE COISA MAIS FEIA!

Escrevendo para esses dois meios de impresso [revista e jornal], percebi algo que em pleno 2010 me assusta demais: o grande número de pessoas que não sabem ler um jornal [só pra dar de exemplo]. E não é nenhum analfabeto ou pessoa pouco letrada, enxergo isso em gente que ocupa cargos, em professores e ainda mais em gente que enche a boca pra dizer que é/fez algo de importante. 

Enfim.. vão tomar vergonha nessa cara, meu povo! Vamos lá se ater uns minutinhos numa leitura mais precisa, pegar o jornalzinho nas mãos e descer os olhinhos pelas linhas do texto. No pior das circunstâncias, tu vai ficar mais informado. Alooou! Isso é algo bom né?! Disso já satirizava Lewis Carroll, nas histórias de Alice:
"Dou-lhe de presente tudo o que já falei até agora", disse a Duquesa.
"Um tipo de presente bem barato!", pensou Alice.
Pois bem, é barato. Mas é de coração e de alma. Quem escreve é por prazer, por um objetivo maior de contar e interpretar algo. É tudo muito pensado, arquitetado e pesquisado. Nós jornalistas, os escritores e os blogueiros também, damos aos que nos leem o que temos de mais precioso: nossas ideiais, pensamentos e impressões. Pena que os cegos e surdos por opção não valorizem esse presente. Mas ainda há aqueles que nos motivem a seguir caprichando no texto. Graças que temos os olhos atentos dos leitores que são o nosso deleite!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Jornalismo e Literatura nas mesmas linhas



Há um ano atrás, no dia 09 de dezembro de 2009 eu estava com o coração aos pulos e com os pensamentos me dando rebencasso. O motivo: minha apresentação da Monografia.

Eu, que amo escrever, decidi terminar a minha faculdade de Jornalismo fazendo o que gosto: escrevendo muito, falando das minhas duas paixões [Jornalismo e Literatura] e dissecando o texto da minha expressão em textualidade jornalística e literária: Juremir Machado da Silva.

Não foi só um ano de estudo nas aulas e orientações, nem 4 anos da faculdade. Tive quase 7 anos de preparação. Desde que conheci o trabalho do Juremir e que soube meus dias seriam vividos fazendo jornalismo, que comecei a moldar o texto e os argumentos apresentados na minha banca. Minha monogfrafia 'Jornalismo e Literatura nas mesmas linhas: Os recursos literários utilizados pelo jornalista ao transmitir informação através da crônica', foi aprovada com nota  MÁXIMA [um lindo dez].

Depois de muitas madrugadas criativas, um quarto revestido de recortes das crônicas do Juremir, váárias livros de café, de suspiros confidenciados ao Profº Bebeto Badke, de quase querer escrever um biografia do Juremir [mas devidamente freado pela minha super orientadora Profª Sione Gomes], de deixar a Profª Sílvia Niederaurer louca ao usar músicas da Madonna como na monografia e UM ANO DEPOIS deixo aqui uns trechinhos das 74 páginas escritas:
Este trabalho tem como objetivo principal mapear e analisar os elementos jornalísticos e literários que fazem parte da construção de uma crônica. O corpusCorreio do Povo. Para tanto serão elencados os recursos literários utilizados na construção das crônicas e a contextualização teórica dos marcadores literários que apareceram no decorrer dos textos.  Para isso, o quadro metodológico está constituído por estudiosos da Análise do Discurso Francesa, que irão descrever as marcas [opinião e linguagem] que o autor deixa impresso no texto.
Essa arte de contar histórias que é o jornalismo tem muita identificação com a literatura, daí a finalidade deste estudo no sentido de descobrir e registrar esse caminho peculiar e fascinante que é a crônica. A importância desta pesquisa para a comunidade acadêmica está no estudo da contextualização do cotidiano por meio da análise do discurso da crônica jornalística e a definição dos elementos literários que estão estampados na construção escrita opinativa. A percepção de novos rumos do estudo da criação textual no jornalismo valida a temática apresentada aqui.
Para ilustrar este estudo, o papel da literatura na prática jornalística, será observado a partir da leitura, apontamento e análise das crônicas do jornalista Juremir Machado da Silva, do jornal Correio do Povo. A escolha de Juremir Machado da Silva deve-se ao fato da identificação textual da pesquisadora com este jornalista. Além do fato de acompanhar o trabalho de Juremir há mais de nove anos, seja como jornalista, escritor de livros e cronista, possui um acervo de suas obras literárias e jornalísticas. Em suas construções textuais, é ácido e imponente com as palavras, deixando claras suas opiniões. Como o próprio jornalista afirma: “é fundamental não decepcionar os adversários”. Munido de doses homeopáticas de ironia, ele escreve sobre os mais diferentes assuntos e desperta sentimentos opostos em seus leitores.

A busca pelos marcadores literários encontrados no texto jornalístico que é a crônica, teve a ação implícita de valorizar esse gênero tão rico de ensinamentos e de linguagem. A crônica nada mais é do que um texto bem construído que divide entre suas linhas um labirinto jornalístico-literário que o cronista constrói para o leitor se perder na multiplicidade de caminhos, e que ele mesmo (o autor) cruza várias vezes o mesmo caminho e se encontra com os seus leitores.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Em off

Redação, quase 11h.
Ligo pra Universidade e peço pra falar com a coordenadora do Curso tal.
Faço as devidas introduções e largo a pérola.

- Tu poderias me passar o contato do aluno que apresentou os dados da pesquisa?
- Ele não é aluno. É professor. [choquei]
- Ah, desculpa. Ele é tão novinho. [cara de abostada]

Aí fechei a boca pra não falar mais o que tinha achado do jovem mestre. Constrangimento aconteceu em alta potência. HaHaHaHaHa  
Vai ver o professor tem uns anos a mais que eu, como não achá-lo novo?!
#acontece