terça-feira, 29 de janeiro de 2013

dos Janeiros que carrego em mim


Janeiro tem todo esse poder de me expôr a uma carga emocional das mais fortes. É sempre assim. Não há maneira sensata de encarar tudo isso. E, por essa razão, entrego-me!

Sem rodeios ou maiores explicações, o mês que inicia o ano me pega no colo e me joga pra cima. Despudoradamente, tem vezes que corre comigo nos braços e me gira por aí só para ouvir minhas risadas e sentir os arrepios que me provoca. Descobri que Janeiro não tem vocação pra psicólogo ou chance alguma de conselheiro. Ele quer mesmo é que eu forceje para aguentá-lo, para que assim, possa encarar o resto do ano com leveza.


A intensidade que Janeiro tanto esfrega na minha cara é devidamente amaciada nos Marços, Junhos e Setembros que sucessivamente se apresentam. Tudo isso é assim...porque, de fato, me esbaldo sem medo nos delírios das primeiras semanas do ano. 

Eu nasci para ser Janeiro e sei apreciá-lo com suas manhãs brilhantes, seus meios de dia que são sentidos ardentemente em nossos peles e corações e mais ainda, suas noites que não sabem escurecer e insistem em nos levar para a rua. Quero sempre mais em Janeiro e me entrego a querer que todos os meses sejam o início de tudo, afinal aprendi a viver de começos.

Impresso em mim, estão todos estes desejos de novidade e realizações...para que assim, nossos anseios sejam sempre carregados para longe.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Incontáveis formas de se divertir

Das memórias que tenho, as mais fortes são aquelas em que a trilha sonora era composta de risos e os efeitos especiais ficavam à cargo dos raios de sol e dos pingos d’água. Sem sair de casa, eu vivia as minhas maiores aventuras de verão. E sempre foi tão simples!

Enquanto a maioria dos meus amigos contavam sobre as horas que aguardavam dentro do carro até chegar ao paraíso feito de água e areia, eu me perdia em pensamentos de estranheza ao lembrar que só precisava sair correndo para o pátio, por vezes até sem tempo de tirar os chinelos. 

A rotina de quem faz seu próprio mundo ter a graça deseja é mesmo encantadora. Precisa-se de muito pouco para se ter tudo, e ainda mais! Dos desejos de uma realidade melhor se formam, a intensidade toma conta e promove incontáveis formas de se divertir. Melhor ainda quando o cenário é um grande pátio cheio de amigos, mangueiras que se transformam em divertidos chafarizes e uma tarde ensolarada de uma cidade que só conhece o mar pelas histórias de quem viaja.


Um oásis era construído em instantes e a magia acontecia. Sem preocupar nossos pais com gastos de biquínis ou sungas estilosas, mantínhamos em trajes mínimos e já bem gastos. Para os menores, a alegria da liberdade dos tecidos e elásticos estava garantida. Eles podiam tudo! Até fugir do bombardeio do arsenal de bichiguinhas que eram cuidadosamente enchidas na torneira e lançadas, sem piedade, em quem estivesse na nossa versão de um mundo em guerra. Corriam perninhas curtas por volta da casa em busca de proteção e um melhor ponto de vista para a mira certeira ao alvo.

E como inventávamos maneiras de burlar os constantes pedidos de cuidado que eram emitidos por nossos pais. A palavra cuidado soava como uma corda que não nos deixava fazer nada e nos mantia intactos em cadeiras. Queríamos era deixar as marcas de pisadas molhadas pelo piso da casa, atiçar nossas emoções e sentir a graça de nos refrescarmos como as plantas em dias secos.

Mantenho tudo isso vivo, para sempre correr o risco de me perder nessas memórias de quando eu tinha tudo o que vim buscar hoje: a paz de, nas tardes vazias, encontrar o melhor dos mundos sem precisar forçar sorrisos e traçar metas pra realizar sonhos. Por isso, quando chega o tempo do Verão reinar, preparo-me pro melhor de mim que vem junto com os instantes de sol a pino, filas pra se tomar um sorvete e o regozijo que um banho de mangueira pode me trazer.


domingo, 13 de janeiro de 2013

de ser a gente

São as distrações dos dias ao léu que nos fazem brilhantes. Um siricotico aqui ou uma tarde de sono profundo é que dão os ares de alegrias constantes e de fugas premeditadas. Não se faz um bom sucesso sem os fios soltos que nos desconcertam.

Há quem veja na dureza da vida só coisas ruins, que nada...dá pra ser leve, mesmo que se caindo em precipícios. Há de se apostar na marotice dos sorrisos sem motivos e no desvelo dos abraços desconhecidos. Pode não ser nada, mas talvez seja tudo o que temos para nos agarrar.

Sem mais, devemos apostar nas inúmeras formas de se divertir. Nem que essas, sejam as que ninguém vê graça. Criar sonhos nós já sabemos, realiza-los já não é de toda a moleza. Sendo assim, abastecer nosso caminho de doçuras e satisfações é mesmo a melhor opção enquanto a gente não chega ‘lá’. 

Vai ver, esse ‘lá’ seja agora mesmo!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

dos fugitivos

Já tive tudo, e por isso me deixei ir... abandonar vontades para ousar em novos sonhos. Sair dos ajustes e encarar uns tantos sustos. 

É revirando a cabeça e transbordando fascínios que me encontro bem. Sempre instável, mas bem! Uma força que não passa traz anseios de quereres profundos.

São essas insatisfações, em dosagens nada ajustadas, que me garantem alívio em meio a tudo. Das várias direções em que posso seguir meus dias, quero mesmo é andar por todas. 

Anseios de ter acesso às múltiplas escolhas que me provam diversas realidades e modos em que eu posso ser uma versão (melhorada ou mais desajustada) de mim.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

das vontades de ser


Janeiro tem toda a leveza que se pede de um mês ao encarar as pessoas de espírito solto e sorriso no rosto.

Dá mais vontade de ser a gente em Janeiro!!
 
E eu ando quererendo muito mais de mim e dos outros..que venham as delícias dos instantes que nos fazem bem.

Pra 2013 quero todas essas delícias de 2012 com os toques especiais de acontecimentos particulares que vão chegar.  Que nos traga umas tantas ideias corajosas, alma leve e espírito aventureiro.

Como bem disse Carpinejar:
'Que 2013 não me traga nada: deixa que eu busco!'

K