sábado, 5 de novembro de 2016

sobre repetidas vezes

"Eu quero que dê certo. Só fui resolver meu passado. A gente se deu bem. Poderia ter sido melhor ainda. Mas eu fui muito culpado nisso. Não tive a paciência de te explicar, e quando tentei, nada se esclareceu.
Sei lá. Só queria voltar pra você."

Foi isso o que um deles me disse certa vez. E, mudando uma desculpa aqui e ali, ou agregando níveis de desapego, é basicamente o cerne do discurso de todos. Depois de tudo deu para acostumar e aprender a lidar? É claro que não. Nunca dá!

Eu sei, já fui assim como eles: eram as minhas ideias e só. O mundo (e os outros) que se adequassem ao que emanava de mim. Mas o tempo, a vida e o peso dos relacionamentos me bateram tanto que ajudaram a ponderar.. a repensar... a justificar.
Sem princípios de lição de moral, abri meu coração e destravei a língua quando disse para ele: “o que quebrou tudo, foi o teu acaso em por as cartas na mesa e me dizer "fuuii"."
Não que eu fosse abraça-lo e explicar para o Mundo que eu o entendia. Me deixar pensando nele não foi a opção mais justa.

Falar na cara não dói, não dar as caras é que esgana a gente e confunde as ideias! Mas isso parece não ser uma alternativa a ser utilizada. Nunca é!

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