sábado, 5 de outubro de 2013

das gentes que viramos

Eu não pude controlar meu peito e te fiz respirar no meus absurdos. Te corri pra longe como quem espanta as crianças que cercam a forma de bolo ainda quente. Não quis me ajustar, eu confesso. Culpa minha, toda minha...mas foi isso que te fez ser corrido. Não me entender é não me amar, é desistir de me querer. Das bagunças que sou feita, só cabia a ti me encarar. Mas não!

Foi mais fácil esperar até que eu não aguentasse mais e pedisse que, por favor, fôssemos ser lonjuras. Pintei minhas janelas de cores diferentes para me disfarçar, pedi que o carteiro não mais me visitasse para despistar-me e fui passando as mãos em todas as tomadas, quero tudo assim desligado. 

Sei bem dos começos e dos fins, é dos meios que eu tenho medo de lidar...essas rotinas que se formam e das gentes que viramos. 

Defendo meus estados porque é só de mim que sei. De ti e dos outros, só o que vejo no espelho. Acabei por estar assim, sentada em cadeiras que deixei que tu construíste pra mim, todas instáveis e frágeis...nenhuma aguenta. Iguais a ti, que nunca se deixou caber por mim. Nada que eu fizesse, ia te engrandecer. Preferi ser esse escândalo para apontar o que tu escondes.  

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