terça-feira, 8 de março de 2011

a denúncia é a arma da mulher

Assédio sexual, agressão verbal e preconceito devem ser eliminados das relações sociais

Depois de uma luta de décadas para entrar no mercado de trabalho e ser aceita como profissional competente, as mulheres estão enfrentando outra situação delicada de se tratar e muito dura de aguentar: até que ponto o fato de ser mulher ajuda ou atrapalha na profissão?
O trabalho é um dos locais onde as mulheres sofrem mais com essas questões. “Por se sentir intimidada e faltar com a denúncia logo no começo, a mulher pode até ser obrigada a se envolver por estar sob pressão”, alerta uma advogada com quem conversei.
 E como proceder quando essas ameaças não partem dos colegas de trabalho e sim de homens que as mulheres convivem ou estejam relacionados ao seu meio profissional? A advogada avisa que o procedimento é o mesmo e que possui o mesmo peso: “Elas têm que lidar diariamente com vizinhos, amigos ou pessoas que fazem parte do seu meio social. o constrangimento pode vir desde o modo verbal até as vias de fato”.


Mesmo no século XXI são constantes as histórias de mulheres que precisam deixar de lado a sua profissão para se preocuparem com as atitudes arcaicas de muitos homens que não sabem conviver com uma mulher atuando profissionalmente ao seu lado.
Confundir a postura de trabalho com intimidade é o principal erro. Ainda são poucas as mulheres que procuram ajuda de um advogado ou que denunciam com medo de sofrerem represálias mais fortes. O assédio sexual também acontece por insinuações, cantadas ou algo que gere constrangimento à mulher, não caracterizando somente contato físico.
Buscar dignidade e liberdade de agir socialmente na sua profissão é o que a mulher tem que priorizar nessas situações, sem pensar no que isso pode repercutir para ela ou no caso de ficar exposta. Entender que o problema existe e denunciá-lo são formas de assegurar de que o respeito às mulheres seja garantido.

* A minha reportagem na íntegra está na edição do COOPERJORNAL desta semana [de 04 a 10 de março]

2 comentários:

  1. Ontem, desejei Feliz dia da Mulher para uma amiga e ela reagiu como se eu tivesse proferido o maior dos xingamentos. Ela argumentou que essa é uma data machista, hipócrita e etc.

    Vale a pena refletir sobre isso.

    A propósito, recomendo um filme com a Rachel Weiz sobre a filósofa Hypatia que, infelizmente, nãso foi muito divulgado. Ei aqui o trailer http://migre.me/40YXT

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  2. Tu podia abordar as questões hormonais... parece que tem pesquisas que indicam que mulher rende menos quando tá com cólica ou TPM, e muitas vezes se um homem e uma mulher saem igualmente bem num teste eles contratam o homem porque ele não tira licença maternidade... sábios aqueles que dividem 4 meses pra mulher de licença maternidade, 4 pro homem ficar em casa com o filho, mais 4 pra mulher, e depois mais 4 pro homem (Acho que é isso...), pra que os dois se afastem do trabalho e se dediquem ao filho com igualdade...

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