terça-feira, 23 de novembro de 2010

Uma temporada no País das Maravilhas

Alice andou aqui por casa esses dias. E por várias vezes, principalmente à noite antes da hora de dormir, ela me levou para passar uma temporada no País das Maravilhas

Posso dizer que foi um passeio por demais interessante. De fato que  alguns lugares  eu já tinha visitado, personagens a quem já tinha sido apresentada e também um ou outro momento que não me era inédito. 

Mas mesmo assim, foi uma experiência fascinante me sentir peça daquele jogo louco. Assistir Alice jogando croqué com a Rainha Vermelha, enquanto segurava aquele flamingo gigante foi só menos tenso do que tapar os ouvidos enquanto a pequenina rubra esganiçava “Cortem a cabeça dela, cortem a cabeça dela” [e é claro, enquanto mantia a minha bem segura e escondida entre os braços]. Vi a curiosidade de Alice ficar cada vez mais atiçada [e gulosa] quando mordiscava e bebia tudo o que via pela frente...e as consequências me deixavam doida com essa menina que não pensava antes de agir.

Podia ser uma inconsequente essa Alice, mas compensava em ímpeto, coragem e atenção. Curiosa que só ela, me fazia parar a cada virada de página para conversar com um e outro, para ver a luta entre um Leão e um Unicórnio e me fazer ajeitar as armaduras dos gordinhos gêmeos que não concordavam entre si. Mas junto com ela também aprendi que Reis também sonhos, que gatos sorriem e que coelhos têm pressa. 

Tomamos um chá [ou vários chás, já me perdi nesta confusão], ensinamos um cavaleiro a cavalgar, ficamos desejando nossos presentes de Desaniversários e, junto com o maluco de um Chapeleiro conhecemos outros caminhos. Vimos o que somos através do espelho. 

Eu já tinha passado outras temporadas ao lado de Alice, mais curtas é claro. Conheci-a quando era uma miúda e ficava a colorir suas roupas e cabelos. Alice aparecia mais naquela época e falava menos. Na Faculdade cruzei por ela muitas vezes pelas estantes da Biblioteca, mas infelizmente nunca tive tempo para sairmos juntas dalí. Este ano, como não pude ir vê-la no cinema, ela acabou por aparecer aqui em casa trazendo outros conhecidos meus que ajudaram a mostrar o que ela é.  

E agora essa menina não me escapa mais, trouxe-a para morar aqui. E arrumei o melhor lugar de casa pra ela ficar, a minha estante de livros.

4 comentários:

  1. Caaara, adorei a maneira como tu escreveu esse texto! Tipo, com as letrinhas azuis e tal! BRINCADEIRA!!! Me refiro à maneira que tu escreveu, mas metáforas... a Alice foi passear aí, e tu trouxe ela pra morar, na tua estante, hehehe! Confesso que eu gosto dos filmes... o da Disney mais (do Tim ficou fraquinho, ganhou pelo elenco, figurino e fotografia na minha opinião). Mas não tive muita vontade de ler esse livro... tipo, até tenho, mas não tá na minha "fila de espera" dos 10 mais, hehehe! =D Tô lendo um sobre o Alexandre atualmente ^^ Bárcia Bárcia

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  2. quando sai do cinema depois de ver alice achei que tinha fumado maconha. que filme louco!
    ahahahhaha

    texto impecável.
    bjss

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  3. Bia - um dia sento e te conto a história, pra relembrar meus tempos de tua narradora particular. hahaha

    Zi - a sensação é essa mesma. há quem diga que a história do livro são as descrições das viagens que ele tinha com o ópio e o fumo!!! #deusolivre

    Daniel - que que eu faço com o sorrisão que tu pôs em mim agora?! Gracias, querido. >.<

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